Pronto, deu o carai no último dia de carnaval em Vitória de Santo Antão. Alceu Valença e Pierre, filosofaram acerca da razão.
No último dia de carnaval, terça-feira (08/03), a diversidade cultural em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata Sul de Pernambuco, trasformou-se em um ringue de batalha verbal entre o cantor Alceu Valença (que também é um Cantor do Caralho) e o cantor Pierre (que também é A Pressão de Pernambuco), na qual o artista vitoriense que puxava o bloco A Girafa, ao chegar a Praça Duque de Caxiais, onde estava o pólo do governo do Estado, teve uma enorme encaraiação... O que era para ser um encontro harmonioso entre ambos os cantores, acabou se transformando em um belo diálogo de acusações.
No ocorrido, Alceu Valença (o Cantor do Caralho) pediu para que o cantor vitoriense parasse de cantar e passasse com o trio-elétrico para que ele pudesse voltar com o seu show, porém isso não aconteceu. Pierre (A Pressão de Pernambuco), na verdade, queria fazer um dueto com o Artista Olindense, assim como fez em anos anteriores com outros artistas como Elba Ramalho, no entanto, desta vez, não obteve êxito. Alceu, se exaltou e disse que, se “ele (Pierre) quisesse cantar suas músicas baianas que fosse para Bahia.” - Vale destacar que Pierre estava cantando músicas do próprio Alceu Valença, ou seja “frevo” - . Em seguida, Alceu se intitulou de “cantor do caralho”, “cantor internacional,” “deu banana,” se retirou por um instante, e quando voltou cantou “meia-horinha” e foi embora sem dá tchauzinho.
Durante o episódio, a Praça Duque de Caxias parecia mais um estádio de futebol, onde haviam os defensores do Cantor do Caralho (Alceu Valença), como também defensores da Pressão de Pernambuco (Pierre), principalmente os que estavam dentro do bloco “A Girafa.” Garrafas de água mineral e latas de cervejas voavam de um lado para o outro, caindo na cabeça de quem não tinha nada a ver.
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E foi nesse clima filosofal que aconteceu a grande despedida do carnaval na Cidade de Vitória de Santo Antão.
Nas ágoras de Vitória de Santo Antão, agora, a grande discussão é: Com quem está a razão? (se houve racionalidade).
Para os menos afortunados cognitivamente, podemos entender a razão como sendo a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas. É, entre outros, um dos meios pelo qual os seres racionais propõem razões ou explicações para causa e efeito. A razão é particularmente associada à natureza humana, ao que é único e definidor do ser humano.
A razão permite identificar e operar conceitos em abstração, resolver problemas, encontrar coerência ou contradição entre eles e, assim, descartar ou formar novos conceitos, de uma forma ordenada e, geralmente, orientada para objectivos. Inclui raciocinar, apreender, compreender, ponderar e julgar, por vezes usada como sinónimo de inteligência.
Como uma forma de chegar a conclusões, é frequentemente contraposta não só com o modo como os animais não-humanos parecem tomar decisões, mas também com a tomada de decisões baseada na autoridade, na intuição, na emoção, na superstição ou na fé. A razão é considerada pelos racionalistas a forma mais fiável de descobrir o que é verdadeiro ou melhor. A forma exata como a razão difere da emoção, fé e tradição é controversa, dado que as três são consideradas potencialmente racionais, e, em simultâneo, potencialmente em conflito com a razão.
A principal diferença entre a razão e outras formas de consciência está na explicação: o pensamento é tanto mais racional quanto mais conscientemente for pensado, de forma que possa ser expresso numa linguagem.
Desta forma, acreditamos que podemos afirmar que não houve racionalidade, nem pela Pressão de Pernambuco (Pierre), nem pelo Cantor do Caralho (Alceu Valença). O que houve foi uma verdadeira encaraiação.
E a nossa Rede de Televisão (Tv Vitória) registrou tudo Ao Vivo:
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Deu o Carai em Vitória
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