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Mexendo na Praça da Matriz




Sinceramente, é difícil entender por que mexem tanto na Praça da Matriz. Cada um que queira dar uma cara nova à localidade. Sabedores, inclusive, de que não dura 6 meses, a macacada depreda tudo outra vez. Seria melhor que ajeitassem e fiscalizassem a praça com regularidade. Vitória tem depredador que não anda nu porque o delegado não deixa. Contem nos dedos o tempo que vai durar para a praça ser danificada pelosvândalos outra vez. Penso que havia coisa mais prioritária para se remodelar. Por exemplo, cuidar de retirar a população anfíbia da orla do Rio Tapacurá; devolver aPraça da Bandeira aos vitorienses, desobstruindo o centro da cidade. Nos meus idos de criança e adolescente, ninguém bulia na Praça da Matriz, podia-se bailar entre os canteiros. Tinha fonte d'água, o "pelourinho" nunca fora deflorado. Era pecado mexer nas coisas sagradas dos antepassados. Vinha Ivo, saía Ivo, e tudo no lugar. Só uma mãozinha de cal e uma tesourinha na cabeleira dos canteiros. Naquela era, a gentesoprava o banco, para acomodar as nádegas, não mijava na rua porque era feio. Só se tinha medo de fantasma, alma do outro mundo, Comadre Florzinha, Papafigo e Bode Cheiroso. Hoje, temos medo de gente. Que mania de bulir na Praça da Matriz, botar tudo no chão pra levantar de novo. Parece o Mito de Sísifo.


Desperdiçado abraço!

Autoria: Prof. Sosígenes Bittencourt
Disponível no Blog Revista Fragmentos


Imagens: Blog Revista Fragmentos

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